Num voo longo pra Lisboa, Carlos começou a sentir uma dor no peito. Entrou em pânico. Levantou do assento e gritou: "Socorro, tem um médico aqui?". Os comissários vieram correndo, mas ele não conseguia explicar direito o que estava sentindo. Um médico que estava a bordo se apresentou, mas Carlos estava tão nervoso que só repetia "peito, dor, peito". O médico ficou sem saber se era infarto, ansiedade ou indigestão. Por sorte era só refluxo, mas ele passou vergonha e estresse a bordo. Depois conversou com uma amiga comissária e aprendeu o protocolo. Se precisar de médico a bordo, o certo é chamar o comissário com calma e falar: "Estou passando mal, preciso de assistência médica. Pode verificar se há algum profissional de saúde a bordo?". Os comissários são treinados pra isso. Eles fazem o chamado no sistema, identificam médicos voluntários e preparam o kit de emergência. O importante é manter a calma e descrever os sintomas com clareza pra tripulação, não sair gritando. Carlos aprendeu que em voo, a tripulação é quem coordena a emergência. Confie neles.