O primo de Carlos tem autismo não verbal. A família nunca soube como se comunicar com ele. Carlos queria ajudar, mas não sabia por onde começar. Alguém falou em comunicação alternativa, mas ele não fazia ideia do que era. Marcou com uma fono e falou "ele não fala, o que fazer?". A fono apresentou pranchas de imagem, aplicativos e sinais. Mudou tudo. O jeito certo de falar com o fonoaudiólogo sobre a comunicação alternativa é perguntar abertamente. "Meu familiar não consegue falar. Existe alguma forma de comunicação que não seja a fala? Pranchas de comunicação, aplicativos, gestos?" A comunicação alternativa inclui: sistemas de figuras (PECS), pranchas de comunicação, aplicativos de voz gerada, língua de sinais, expressões faciais, gestos. A fono vai avaliar as habilidades cognitivas e motoras pra indicar o melhor sistema. Não espere que a pessoa aprenda a falar se a via oral não é possível. O importante é se comunicar, seja como for. Peça pra fono treinar a família também, porque a comunicação alternativa exige que todos saibam usar o sistema. Carlos aprendeu que todo mundo se comunica de alguma forma e que a fono ajuda a encontrar o canal certo pra cada pessoa.