Depois de um AVC, Carlos começou a falhar as palavras. Tentava falar "água" e saía "aça". Sua mulher o levou a um médico, que o encaminhou pra fono. Chegou no consultório envergonhado, falou "não adianta, não vou conseguir falar direito nunca mais". A fonoaudióloga pediu calma, disse que ele precisava fazer uns exercícios. No começo não acreditou. Depois de algumas sessões, melhorou muito. O jeito certo de falar com o fonoaudiólogo sobre a dificuldade de falar é ser honesto sobre o problema e as circunstâncias. Diga: "Depois do [evento], comecei a ter dificuldade pra falar. As palavras não saem como eu quero. Isso começou quando?" A fono vai avaliar se é afasia (dificuldade de linguagem) ou disartria (dificuldade motora da fala). Cada uma tem tratamento diferente. Leve exames, laudos e uma lista de situações onde a dificuldade aparece: ao telefone, em público, com estresse. A reabilitação é gradual e exige paciência. A fono pode ensinar exercícios de respiração, articulação e ritmo. Aprendeu que falar sobre a dificuldade sem vergonha é o primeiro passo pra recuperar a comunicação e que o fono é o profissional certo pra isso.