A avó dele recebeu alta mas ele não tinha condições de cuidar dela em casa. Não sabia o que fazer, ficou desesperado. Um enfermeiro falou "procura o assistente social". Chegou no setor e falou "preciso de alguém que cuide da minha avó, o hospital tem que arrumar". A assistente social explicou que o papel dela não é arrumar cuidador, mas orientar sobre os recursos disponíveis. Falou grosseria e saiu. Depois entendeu que tinha errado a abordagem. Concluiu que o melhor é falar com o assistente social do hospital é ir preparado, com a papelada do paciente e uma ideia clara da sua dificuldade. Diga: "Meu familiar recebeu alta mas preciso de orientação sobre os serviços disponíveis." O assistente social pode ajudar com: encaminhamento pra reabilitação, orientação sobre benefícios, apoio pra cuidadores, transporte adaptado, internação domiciliar. Mas ele não resolve tudo sozinho, depende da rede pública e da disponibilidade. Seja específico: "Preciso de ajuda com a medicação em casa" ou "Minha avó mora sozinha, tem algum programa de acompanhamento?" Ele aprendeu que o assistente social é um parceiro, não um milagreiro, e que ser claro e educado abre portas.