Ele estava tomando um estabilizador de humor e sentia que não estava funcionando. Na consulta, falou: "Acho que o remédio não tá fazendo efeito." O psiquiatra perguntou: "O que você esperava sentir?" Ele não sabia responder. O psiquiatra explicou que ajuste de medicação não é "tá funcionando ou não" — é um espectro. Pediu pra ele monitorar três coisas: humor (0 a 10), sono (horas e qualidade) e energia (disposição pra tarefas). Ele levou duas semanas de anotações. Com os dados, o psiquiatra viu que o humor dele estava estável, mas a energia estava baixa e o sono fragmentado. Ajustou a dose e trocou o horário. Melhorou. Ele aprendeu que "não tá funcionando" é informação vaga demais pra um psiquiatra. Eles precisam de dados específicos: o que melhorou, o que piorou, o que ficou igual. Hoje leva uma planilha simples pra cada consulta. O tratamento se tornou muito mais preciso.