Ele chegou na terapia falando: "Meu trabalho é uma merda, odeio tudo." A psicóloga: "O que exatamente você odeia?" Ele respondeu: "Tudo, a empresa, as tarefas, as pessoas." Ela pediu um diário por duas semanas: o que ele sentia em cada momento do dia. Descobriu que ele não odiava TUDO — odiava reuniões longas e tarefas repetitivas. Gostava de resolver problemas complexos e ajudar colegas. A insatisfação era difusa porque ele nunca tinha parado pra especificar. Ela o ajudou a mapear o que queria preservar (desafios intelectuais) e o que queria mudar (burocracia). A partir daí, ele planejou uma transição de carreira com passos concretos. Ele aprendeu que insatisfação profissional tratada como "odeio tudo" vira uma bola de neve. Quando a gente especifica, a terapia vira planejamento de carreira. O ódio geral era só o sintoma de falta de clareza.