Na terapia de casal, Carlos e sua esposa falavam: "A gente discorda em tudo." A terapeuta pediu um exemplo. Ele disse: "Discordamos sobre onde passar o Natal." A esposa falou o lado dela, Carlos falou o dele. A terapeuta apontou: "Vocês estão falando sobre a solução, não sobre o sentimento." Ela os fez parar e responder: "O que sentiria se fosse na família do outro?" Carlos disse: "Solitário." A esposa disse: "Injustiçada." Aí a conversa mudou — não era sobre data, era sobre pertencimento e equilíbrio. Carlos aprendeu que divergências raramente são sobre o assunto superficial. São sobre necessidades não atendidas. A terapeuta deu a eles um método: quando divergem, cada um fala o sentimento por trás da posição, depois buscam uma solução que atenda ambas as necessidades. O Natal ficou em segundo plano; o que importou foi se sentirem ouvidos.