Na terapia, Carlos falou: "Vivo apagando incêndio entre meus colegas de trabalho." A psicóloga perguntou: "Qual seu papel nesses conflitos?" Ele respondeu: "O pacificador." Ela explicou que o pacificador muitas vezes não resolve — apenas adia o conflito, acumulando tensão. Pediu pra ele descrever um conflito recente. Ele contou de dois colegas que discordavam num projeto e ele tentou agradar os dois. No fim, ninguém ficou satisfeito e o projeto atrasou. Ela sugeriu que, em vez de apaziguar, ele ajudasse as partes a se comunicar diretamente. Ele usou perguntas: "O que você precisa?" "O que você propõe?" "Onde vocês concordam?" Funcionou. Carlos aprendeu que mediação não é evitar briga — é facilitar uma conversa honesta. A terapia deu a ele um script para conflitos que usa até hoje: ouvir, validar, perguntar, não tomar partido.