Carlos falou na terapia: "Eu sempre repito os mesmos padrões." A psicóloga: "Que padrões?" Ele respondeu: "Começo empolgado um projeto, desanimo no meio, desisto, me sinto fracassado." Ela pediu um exemplo específico. Ele contou da academia: assinou, foi uma semana, parou, se sentiu mal. Depois fez o mesmo com curso de inglês, com dieta, com meditação. Ela desenhou o ciclo: gatilho (tédio/insatisfação) -> impulso (começar algo novo) -> entusiasmo inicial -> obstáculo -> desânimo -> desistência -> culpa -> repetição. Mostrou a Carlos que ele não era preguiçoso — era refém de um padrão. A chave foi interromper o ciclo no obstáculo, não na desistência. Quando batia o desânimo, ele parava e perguntava: "É cansaço real ou medo de não dar certo?" Começou a diferenciar. O ciclo perdeu força. Carlos aprendeu que nomear o padrão é o primeiro passo pra quebrá-lo.