Carlos e a esposa chegaram na terapia de casal e ele falou: "A rotina está acabando com a gente." A terapeuta perguntou: "O que na rotina especificamente?" Ele respondeu: "Tudo é igual, não temos mais graça." Ela pediu pra descrever um dia típico. Carlos falou: acordam, cada um no celular, trabalham, jantam vendo TV, dormem. Ela apontou que o problema não era a rotina em si — era a falta de rituais de conexão dentro dela. Sugeriu pequenas mudanças: um café juntos sem celular pela manhã, 10 minutos de conversa sobre o dia sem TV no jantar, um abraço de 30 segundos ao chegar em casa. Parecia bobo, mas fez diferença. Carlos aprendeu que o inimigo do relacionamento não é a rotina, é a ausência de presença dentro dela. A terapeuta deu ferramentas, não respostas mágicas.