Carlos chegou na terapia exausto, falando: "Estou muito cansado do trabalho." A psicóloga perguntou: "Cansaço físico ou mental?" Ele não sabia diferenciar. Ela pediu pra ele descrever um dia típico. Ele falou: acordo, vejo e-mails no café, trabalho 12 horas sem pausa, como na frente do computador, durmo mal, repito. Ela apontou: "Isso não é cansaço, é burnout." Ele levou um susto — achava que burnout era coisa de executivo estressado, não de um analista qualquer. Ela explicou os três pilares do burnout: exaustão emocional, despersonalização (cinismo com o trabalho) e baixa realização profissional. Ele tinha os três. O tratamento foi radical: redução de jornada, pausas obrigatórias, e aprender a dizer "não" sem culpa. Ele aprendeu que burnout não se resolve com férias — se resolve com mudança estrutural na relação com o trabalho. E o primeiro passo é dar nome ao que se sente.