A primeira crise de pânico dele foi no metrô. Chegou no psiquiatra e falou: "Acho que tive um infarto." O médico fez exames, descartou, e disse que era ansiedade. Mas ele não conseguiu descrever a crise em detalhes. Falava "fiquei muito nervoso". Aí um amigo que também tem pânico ensinou ele a mapear a crise: onde estava, o que sentiu primeiro (coração acelerou), o que pensou ("vou morrer"), o que fez (saiu correndo), quanto tempo durou. Levou esse roteiro pro psiquiatra. Ele conseguiu fazer o diagnóstico correto — transtorno do pânico — e prescreveu a medicação certa e a dose adequada. Hoje, quando tem uma crise, anota num bloco no celular na hora, com data, hora, gatilho e sensações. Leva pra consulta. O tratamento ficou muito mais preciso.