Qual o jeito certo de falar com o psicologo sobre a autoestima?

Carlos

Começou a terapia falando: "Minha autoestima é baixa." E a psicóloga: "O que te faz dizer isso?" Respondeu: "Ué, eu me sinto feio, burro, sem graça." Ela pediu exemplos concretos. Ele não tinha. Era um sentimento difuso. Ela pediu um exercício: durante uma semana, anotar todos os momentos em que se criticava internamente e o que disparava aquilo. Descobriu padrões: se criticava depois de reuniões no trabalho, comparando com colegas. Ou quando via fotos suas nas redes sociais. Ou quando a namorada demorava pra responder. Aprendeu que baixa autoestima não é um traço fixo — são pensamentos automáticos que a gente repete. A psicóloga ensinou a questionar esses pensamentos: "Isso é fato ou interpretação?" Na maioria das vezes, era só a voz crítica falando mais alto.