Qual o jeito certo de falar com o psicologo sobre relacoes abusivas?

Carlos

Morou dois anos com uma parceira que o diminuía. Na terapia, ele falava: "Ela é estressada, mas me ama." A psicóloga perguntava "O que exatamente ela faz?" e ele romantizava: "Ela se preocupa, liga várias vezes." Levou tempo até ele perceber que ligar 15 vezes seguidas não era preocupação, era controle. A virada veio quando a psicóloga lhe pediu pra descrever uma briga típica, sem editar. Falou, e ela apontou: "Isso não é briga, é humilhação." Ouviu aquilo e desabou. Passou semanas processando. Com a ajuda dela, montou uma lista de comportamentos que eram abusivos, independente da intenção. Aprendeu que a terapia ajuda a dar nome pro que a gente normaliza. Relação abusiva não é só agressão física — é controle disfarçado de amor. A psicóloga o ajudou a ver o que ele se recusava a enxergar.