Qual o jeito certo de falar com o psicologo sobre luto?

Carlos

Carlos perdeu o avô, que era como um pai. Entrou na terapia e falou: "Meu avô morreu, estou de luto." E ponto final. Nas sessões seguintes, só repetia a mesma frase. A psicóloga, paciente, perguntou: "O que mais você sente além da tristeza?" Ele nunca tinha parado pra pensar. Tinha raiva — dos médicos que não diagnosticaram a tempo. Culpa — por não ter visitado mais. Medo — de perder outros avós. Alívio — ele não sofria mais. Um turbilhão de sentimentos que ele resumia em "luto". Começou a nomear cada um. A psicóloga ensinou que o luto é um combo de emoções, não uma só. A terapia funciona quando a gente desempacota cada sentimento. Hoje, quando fala sobre perda, tenta identificar exatamente o que está sentindo naquele dia — tristeza, raiva, saudade — e não só "luto".