O tio de Carlos foi diagnosticado com câncer de pulmão. A família pediu pra ele contar pro tio. Chegou no quarto do hospital e falou: "Tio, você está com câncer, mas vai ficar bem, não precisa se preocupar." O tio olhou pra ele com uma cara... A abordagem dele foi horrível: primeiro ele negou a gravidade, depois ele infantilizou o tio. Uma enfermeira percebeu e puxou ele de lado: "O paciente tem direito de saber o diagnóstico real, mas com dignidade. Não minta, não suavize demais, mas também não jogue o peso todo de uma vez." Ele voltou, pediu desculpas, e perguntou como o tio queria receber as informações — se preferia detalhes ou o essencial. O tio disse que queria saber tudo. Ele contou com calma, com a presença do médico. Foi doloroso, mas honesto. Carlos aprendeu que a pessoa tem o direito de saber a verdade do jeito dela, não do jeito dele.