Um dentista disse a Carlos que ele precisava de quatro coroas nos molares. O orçamento era salgado e ele ficou desconfiado, mas não teve coragem de questionar. Acabou fazendo duas coroas e se arrependeu — o problema era menor do que o dentista tinha diagnosticado. Perdeu dinheiro e desgastou dentes saudáveis à toa.
Hoje Carlos sabe que segunda opinião é um direito do paciente, não é falta de educação com o profissional. Falar: "doutor, obrigado pelo diagnóstico, mas gostaria de buscar uma segunda opinião antes de decidir o tratamento. Pode me emprestar os exames?" E pedir o encaminhamento ou os exames de imagem. O profissional sério não se ofende. Levou os raio-x para outro dentista, que confirmou que só precisava de uma restauração simples. Economizou milhares de reais. Agora Carlos sempre pede segunda opinião em tratamentos caros ou invasivos.