Quando Carlos colocou aparelho, o ortodontista falou "dois anos" e ele aceitou calado. Passou um ano e meio e ele começou a ficar impaciente, mas não perguntava nada com medo de parecer chato. Quando finalmente perguntou se estava perto de acabar, o ortodontista disse que provavelmente ia levar mais um ano. Ficou desanimado e começou a faltar nas consultas, o que só prolongou mais ainda.
O certo é perguntar desde o começo: "qual a previsão média de tratamento? O que pode atrasar esse prazo? Vou precisar usar contenção depois? Existem metas parciais para eu saber se estou evoluindo?" E durante o tratamento, de tempos em tempos, perguntar "consegue ver quanto falta? Estamos dentro do cronograma?" Hoje em dia Carlos pergunta numa boa e o ortodontista mostra os registros, as fotos de antes e depois, e dá prazos realistas. O tratamento flui muito melhor.