A filha de Luísa, de 15 anos, passou a ficar trancada no quarto, irritada, comendo pouco. Luísa pensou "é adolescência, é normal." Na consulta pediátrica, falou "ela está na fase." O médico concordou. Só que não era fase — era depressão adolescente. Perderam um ano precioso de tratamento. Fale sobre mudanças específicas com o pediatra ou médico da família. "Meu/minha filho(a) de [idade] está apresentando [isolamento, irritabilidade, queda no rendimento escolar, alterações no sono/apetite, choro frequente, desinteresse por coisas que gostava, automutilação, falar em morte]. Não sei se é normal da idade ou se precisa de ajuda." Pergunte: "Existe avaliação de saúde mental para adolescentes? Preciso de psicólogo, psiquiatra infantil? A escola pode ajudar? Quais os sinais de alerta para suicídio?" O erro foi achar que tudo é "fase." Sofrimento psíquico em adolescente é real e não deve ser banalizado. Hoje Luísa escuta a filha sem julgar. Buscou ajuda profissional e a filha está se tratando. Conversa salva vidas.