Ele tinha dor de cabeça quase toda semana. Tomava dipirona como se fosse bala. Na consulta, o médico perguntou "tem dor de cabeça?" e ele respondeu "de vez em quando." O médico não investigou. Ele passou anos com cefaleia tensional sem diagnóstico. Trate dor de cabeça como um problema específico. Fale: "Doutor, tenho dor de cabeça [frequência]. A dor é [tipo: pulsátil, aperto, pontada]. Dura [horas]. Vem acompanhada de [náusea, sensibilidade à luz, visão embaçada]? O que desencadeia [stress, menstruação, alimentos, jejum]? O que alivia ou piora?" Pergunte: "Isso é enxaqueca, cefaleia tensional ou outro tipo? Preciso de neurologista? Preciso de exames de imagem?" Se você toma analgésico mais de duas vezes por semana, isso pode causar cefaleia de rebote — dor de cabeça por excesso de remédio. O erro foi ter escondido a frequência. Dor de cabeça frequente tem tratamento específico. Hoje ele mantém um diário da dor: quando, tipo, intensidade, gatilhos. Leva para o médico e sai com um plano de tratamento.