As costas de Carlos doíam há meses. Quando o médico perguntou "a dor é forte?", ele respondeu "é, mas dá para aguentar." O médico passou um relaxante muscular e o mandou para casa. A dor nunca passou. O caminho mais seguro de falar sobre dor crônica é: quantifique. Use uma escala de 0 a 10. Descreva: tipo (queimação, pontada, peso), localização exata, frequência (constante, vai e vem), o que melhora, o que piora, quanto tempo dura. Fale: "Doutor, sinto uma dor nas costas que começou há 8 meses. É uma pontada na região lombar direita, que piora quando fico sentado e melhora quando deito. A intensidade é 7 de 10 nos dias ruins. Já tomei anti-inflamatório sem receita e não passou. Isso está afetando meu trabalho e meu sono." Pergunte: "Preciso de exames de imagem? Pode ser encaminhamento para fisioterapia ou reumatologista?" O erro foi minimizar a dor. Hoje ele conta tudo, com detalhes, e sai com um plano de tratamento. Dor crônica não é normal e tem solução.