No passado, quando via um defeito, Carlos relevava pra não causar conflito. "Ah, é pequeno, passa batido." Mas cada defeito pequeno ia acumulando e no final a obra parecia amadora. Uma tomada torta aqui, um rodapé com fresta ali. Ficava olhando e se arrependendo de não ter falado. Aprendeu que pedir correção faz parte. Hoje, quando vê um problema, chama o pedreiro na hora, mostra o defeito e pergunta: "Dá pra ajustar isso?" Não acusa nem culpa. Trata como parte do processo. Se ele diz que é normal, Carlos pergunta se é o melhor que ele consegue fazer. Muitas vezes ele mesmo vê que pode melhorar. Pede pra corrigir antes de prosseguir pra próxima etapa. Se o defeito é grave e ele resiste, mostra no contrato o que foi combinado. Corrigir no calor da hora é mais fácil que meses depois. Não precisa ser grosso, só firme.