Quando ele começou a pedir garantia, fazia de boca mesmo. O pedreiro dizia "pode ficar tranquilo, dou garantia de um ano". Passou um mês, deu problema, e ele disse que não lembrava de ter falado isso. Foi a palavra dele contra a do pedreiro. Sem papel, sem prova. Aprendeu que garantia por escrito não é desconfiança, é organização. Hoje ele pede: "Você pode escrever a garantia no recibo? Só o prazo e o que cobre." Às vezes ele reluta porque não tem o hábito, mas aí ele explica que é pra proteger os dois. Oferece pra escrever ele mesmo: "O senhor me autoriza a escrever aqui no combinado que o serviço tem garantia de X meses contra problemas de execução?" Se ele topa, ótimo. Se recusa, pergunta o motivo. Um profissional que tem confiança no que faz não tem medo de botar no papel. Garantia escrita vale mais que promessa.