Na primeira reforma, Carlos perguntou pro pedreiro "quanto tempo vai demorar?" e ele respondeu "umas três semanas". Ele anotou na cabeça e pronto. Quando passou o prazo, a obra estava na metade. Começou a cobrar, ele se irritou, a relação ficou tensa. O problema é que ele não perguntou os detalhes do prazo. Hoje pergunta de outro jeito: "Considerando dias úteis, quantos dias você vai precisar? Chovendo, para? Tem feriado no meio? Vai trabalhar sábado?" Pede pra ele dividir o prazo por etapa: "quanto tempo pra quebrar, quanto pra assentar, quanto pro acabamento?" Anota tudo e combinam uma data realista com uma margem de segurança. Se ele fala três semanas, Carlos pergunta se não é melhor combinarem quatro pra não gerar frustração. Prazo combinado com clareza vira compromisso.