Ela sempre teve vergonha de negociar preço de serviço, achava que ia parecer mesquinha. Na primeira reforma, aceitou o primeiro orçamento sem pestanejar e pagou bem mais caro que o mercado. Depois descobriu que amigos tinham pago menos por serviço parecido. Ficou com a sensação de ter sido passada pra trás. Aprendeu que negociar não é falta de respeito, é parte do jogo. Hoje pede pelo menos três orçamentos, mostra um pro outro e pergunta se o profissional consegue chegar num valor similar. Não pede desconto do nada — pergunta se tem flexibilidade no preço ou se pode incluir algo a mais pelo mesmo valor. Sempre com respeito, deixando claro que reconhece o valor do trabalho. Muitas vezes o pedreiro negocia um desconto pequeno ou oferece um brinde, como instalar um gancho extra.