Luísa precisava de um pedreiro pra levantar uma parede. Pegou um indicado por um amigo. O cara era gente boa, preço bom. Começou a obra. Na segunda semana, a parede estava torta. Chamou a atenção, ele disse que ia arrumar. Não arrumou. No fim, teve que chamar outro pra refazer. Gastou o dobro. Contou pro Carlos. Ele disse: "Luísa, pedreiro de confiança não se acha por indicação de amigo. Se acha por indicação de quem já viu o trabalho dele pronto e faz pelo menos um ano." Aprendeu que indicado de amigo pode ser bom ou pode ser só o amigo querendo ajudar. O filtro é: "Você já viu o trabalho dele? Há quanto tempo? Pode visitar uma obra que ele fez?" Na vez seguinte, foi atrás de um pedreiro que tinha feito a obra do engenheiro vizinho. Foi ver o serviço. Paredes retas, revestimento bem feito, prazo cumprido. Pediu referência de três clientes anteriores. Ligou pra todos. Contratou. O cara era pontual, limpo e entregou no prazo. Virou cliente fiel. Aprendeu que contratar pedreiro de confiança não é sorte — é investigação. Ver obra pronta, ligar pra referências, conversar sobre prazo. Se ele se recusa a dar referência, já é um sinal. Se aceita, provavelmente é de confiança.