Entrei num consórcio pra reformar a casa. A consultora explicou tudo: taxa de administração, fundo de reserva, parcelas. Só não falou de um seguro. Quando fui assinar o contrato, tinha uma linha: "Seguro de quebra de garantia — R$ 30 por mês." Perguntei: "O que é isso?" "É um seguro que cobre se o grupo não tiver dinheiro pra pagar o contemplado." "É obrigatório?" "Sim." "Mas não foi informado!" "Está no contrato." Fiquei desconfiada. Contei pra uma amiga que trabalha com consórcios. Ela disse: "Luísa, seguro de quebra de garantia não é obrigatório. Muitas administradoras incluem porque ganham comissão. Você pode recusar." No mês seguinte, liguei pra administradora e pedi exclusão do seguro. Eles relutaram. Insisti. Disseram que não podia. Pedi o contrato de adesão e o regulamento. Lá dizia que era opcional. Ameacei ir pro Banco Central. Excluíram. Economizei 360 reais por ano. Aprendi que consórcio tem taxas opcionais que vendem como obrigatórias. A pergunta certa é: "Quais taxas são obrigatórias e quais são opcionais? Posso optar por não contratar?" Toda taxa que vem sem explicação clara merece suspeita.