Ela comprou um terreno pra construir. O vendedor disse: "Valor total: 150 mil." Fechou negócio. Na hora de assinar, veio uma taxa de documentação de 3 mil reais. Ela: "O que é isso?" "Taxa de registro, cartório, ITBI." "Mas não estava no valor!" "É padrão." Ficou com a sensação de ter sido enganada. Contou pra irmã dela, que comprou um apartamento ano passado. A irmã disse: "Luísa, taxa de documentação existe. Mas tem que ser informada antes. Você pergunta: 'O valor de 150 mil é tudo incluso ou tem taxa de documentação separada? Se tiver, qual o valor estimado?'" Na compra seguinte, uma chácara, perguntou na primeira conversa. O vendedor falou: "O valor é 200 mil, mais 5 mil de documentação." Ela: "Tudo bem, mas quero discriminado: o que são esses 5 mil?" Ele listou: ITBI, registro, escritura. Estava tudo certo. Pagou sabendo. O problema não é a taxa — é a surpresa. Perguntar antes sobre taxa de documentação não é desconfiança, é planejamento. E se o vendedor se ofende com a pergunta, melhor desconfiar. Profissional sério responde na hora com transparência.