Carlos pegou um ônibus interestadual. Não conhecia a cidade. Falou pro cobrador: "Pode me avisar quando chegar no ponto da praça central?" "Pode deixar." Ficou tranquilo. Uma hora depois, olhou pela janela e viu a praça passando. "O senhor não ia avisar?" "Ah, já passou." Desceu duas ruas depois, perdido. Contou pra Luísa. Ela riu: "Carlos, cobrador de ônibus não é GPS. Você tem que pedir de um jeito que ele não esqueça." Na volta, fez diferente. Chegou no cobrador e perguntou: "Qual é o ponto mais próximo da praça central?" Ele disse o nome. "O senhor pode me avisar 5 minutos antes, por favor? Não no ponto, mas antes. E me chama pelo nome, que eu estou sentado ali." Ele: "Pode deixar." E avisou: "Jovem, faltam 5 minutos pra sua parada." Desceu no lugar certo. Carlos aprendeu que cobrador de ônibus não é obrigado a decorar sua parada. Mas se você pede com um tempo de antecedência e oferece o nome do ponto, ele se sente responsável. O segredo é: "Me avise 5 minutos antes" em vez de "me avise quando chegar".