Luísa fechou um acordo de 3 parcelas de 500 reais. O cobrador disse: "O pagamento é por débito em conta." Ela não queria débito em conta, porque perderia o controle. Preferia boleto. "Pode ser boleto?" "Não, só débito em conta." Quase aceitou. Mas algo disse a ela que não era verdade. Contou pro Carlos. Ele: "Luísa, boleto é o método mais comum. Eles querem débito porque é mais garantido pra eles, não porque é o único." Na próxima ligação, ela foi firme: "Eu só fecho o acordo se for por boleto. Débito em conta não é seguro pra mim." O cobrador: "Deixa eu ver com o supervisor." Voltou: "Pode ser boleto, sim." Enviaram o código de barras por e-mail. Ela pagou todos os boletos nas datas certas, sem surpresa. Ela aprendeu que cobrador prefere débito automático porque garante o recebimento e dificulta o cancelamento. Mas boleto é um direito seu. Se o credor quer receber, ele aceita boleto. A questão é você não aceitar a primeira negativa como resposta definitiva.