Ele pegou um empréstimo de 5 mil no banco. Quando foi quitar, a dívida estava em 9.800. Quase o dobro. Algo estava errado. Contou pra um amigo contador. Ele disse: "Carlos, você tem que pedir o cálculo de juros discriminado." Ele foi ao banco e solicitou a planilha de evolução da dívida, com taxa de juros, multa e encargos mês a mês. O gerente hesitou: "Isso é interno." "Eu tenho direito. Código de Defesa do Consumidor, artigo 43, §3º." O gerente mandou pro setor jurídico. Em 5 dias, ele recebeu. Olhando a planilha, viu que a taxa de juros era de 12% ao mês, muito acima da média de mercado, que na época era 4% pra empréstimo pessoal. Calculou: juros abusivos. Foi no Procon com a planilha, o contrato e o print da taxa média do Banco Central. O banco foi notificado. Em 20 dias, ligaram pra ele: "Vamos revisar o contrato." Reduziram a dívida pra 6.200. Ele economizou 3.600. Aprendeu que juros abusivo não se descobre no chute. Se descobre na planilha. Pedir o detalhamento mês a mês é um direito seu. E comparar com a taxa média do BC é a prova.