O banco ligou para Carlos cobrando uma dívida de 8 mil reais. O cobrador falava de juros, multa, correção, encargos, mas nunca dava um número exato. "Depende do dia do pagamento." "Depende de quantas parcelas." Toda hora um valor diferente. Ele ficou confuso. Contou pra Luísa. Ela: "Carlos, você precisa do valor líquido para quitação. Não aceita valor aproximado." Na próxima ligação, ele foi direto: "Eu quero quitar a dívida à vista. Me informe o valor líquido total para quitação hoje, incluindo todos os juros, multas e encargos. Nem a mais, nem a menos." O cobrador: "Só posso dar o valor no sistema." "Então olhe no sistema agora e me diga." Ele pediu pra esperar. Voltou: "7.200 reais." "Esse valor é para quitação total? Não vai entrar mais nenhum juros amanhã?" "É o valor de fechamento de hoje." "Me envia esse valor por escrito." Ele enviou por SMS. Carlos pagou. Acabou. Ele aprendeu que cobrador adora falar de "aproximadamente" e "depende". O certo é exigir o valor líquido, fechado, por escrito. Se não tem valor exato, não tem acordo.