A prima de Luísa pediu R$ 2.000 emprestado pra ajudar na reforma do banheiro. Disse que pagava em 2 meses. Em 6 meses, nada. Ela evitava falar, mas estava frustrada — o dinheiro era do orçamento de obra dela. Um dia, num churrasco de família, soltou um "é, prima, quem sabe um dia você paga aquela continha". Todo mundo ouviu. Ela ficou com vergonha, saiu mais cedo. Luísa se sentiu um lixo. Levou semanas pra consertar. Aprendeu que dívida de parente se cobra em particular, com calma e sem plateia. Mandou mensagem: "prima, tudo bem? O dinheiro que emprestei era pro material da minha obra e tô apertada. Podemos achar um parcelamento que funcione pra você?" Ela respondeu aliviada: "achei que você tinha esquecido e fiquei com vergonha de tocar no assunto." Parcelaram em 4 vezes, pagou tudo certinho. Parente também precisa de clareza e combinado. E de ser tratado com respeito, não com indireta.