Carlos tava reformando o quintal, virou uma telha e sentiu uma picada na mão. Era uma jararaca. Entrou em pânico, saiu correndo, gritou, e ainda tentou chupar o veneno — coisa de filme. Perdeu tempo precioso. A esposa dele levou ele correndo pro hospital errado, que não tinha soro. Perderam mais 40 minutos. Ele aprendeu do pior jeito: picada de cobra exige calma e protocolo. O certo é: (1) lavar o local com água e sabão, sem cortar, sem chupar, sem torniquete; (2) manter o membro imóvel e mais baixo que o coração; (3) ir imediatamente pro hospital de referência em acidentes ofídicos — geralmente o pronto-socorro municipal tem soro; (4) se possível, fotografar a cobra de longe pra identificação. Ele fez tudo errado e só não morreu porque a jararaca era filhote. Agora todo mundo da obra sabe o protocolo e ele tem o telefone do hospital com soro salvo no celular.