Na reta final da obra, todo mundo fazendo hora extra. Carlos pagava por fora, em dinheiro, sem registro. Até que o Seu Zé veio falar com ele: "Carlos, o senhor está me pagando a hora extra? Porque a diária é até as 17h, depois é extra." Carlos pagou, mas não tinha controle de quanto cada um tinha feito. Cada um pedia um valor. No fim do mês, o total de hora extra era maior que o salário dos caras. Ficou no vermelho. Respirou fundo e ligou pro contador. O contador explicou: "Carlos, hora extra sem controle vira rombo. Você precisa de folha de ponto, de registro e de um percentual definido. 50% durante a semana, 100% no domingo." Carlos implementou o sistema: cada funcionário assina a folha de ponto no começo e no fim do dia. Hora extra é autorizada por escrito com antecedência. E paga junto com o salário, em holerite. No mês seguinte, o custo de hora extra caiu pela metade. Porque parou de ter "hora extra" que na verdade era serviço que dava pra fazer no horário normal. Cobrar hora extra corretamente não é só pagar — é controlar. Com registro, com autorização, com transparência. E o funcionário se sente mais seguro porque o direito dele está documentado. Todo mundo ganha.