O gesseiro disse que terminava em três dias. No terceiro, tinha feito metade. No quinto, ainda faltava acabamento. Carlos ficou pilhado, mas não falou nada com medo de ele largar a obra. Erro. Ele aprendeu que silêncio não resolve atraso. Hoje, no primeiro sinal de atraso, ele conversa: "Notei que o prazo que combinamos está apertado. O que aconteceu?" Escuta o motivo: material que não chegou, imprevisto em outra obra, problema familiar. Dependendo da razão, negocia um novo prazo realista: "Tudo bem, mas agora preciso de uma data que você cumpre. Pode ser quinta-feira?" E pede compromisso: "Se não der quinta, me avisa com um dia de antecedência." Estabelece consequência: "Preciso programar o pintor pra depois de você. Se atrasar mais, vou ter que remarco tudo." Isso mostra que o atraso dele impacta outras pessoas. Na última obra, o gesseiro atrasou um dia, avisou na véspera, ele ajustou e deu certo. Atraso acontece. O problema não é atrasar, é não avisar e não cumprir o novo prazo. Gesseiro que avisa com antecedência merece compreensão. Gesseiro que some merece ser trocado.