Na primeira reforma, a sanca ficou torta. Luísa chamou o gesseiro e gritou: "Isso está um absurdo!" Ele se ofendeu, disse que era assim mesmo e foi embora. Nunca mais voltou. Ela ficou com o serviço pela metade. Luísa aprendeu que reclamar com gesseiro exige técnica. Hoje, quando vê um problema, respira fundo e começa pela observação: "O senhor já reparou que aqui a sanca está desnivelada?" Mostra o ponto exato: "Vem cá, olha comigo. Daqui parece reto, mas desse ângulo dá pra ver que desce 2 cm." Usa fatos, não emoção. Pergunta: "Isso é normal ou tem como ajustar?" Se ele diz que é normal, mostra foto de outra parte que está certa: "Mas aqui ficou retinho. Por que essa parte não ficou igual?" Assim ele vê que você entende e não pode ser enrolado. Na última obra, a moldura veio torta. Ela mostrou com calma, ele olhou, concordou e corrigiu sem discussão. O segredo da reclamação é ser específica, mostrar o problema com evidência e dar chance de correção. Gesseiro que resiste a corrigir defeito visível não é profissional.