Luísa já indicou um pintor que tinha feito um bom trabalho na casa dela. A amiga dela contratou e o serviço foi uma tragédia: atrasou, ficou mal feito, a amiga ficou brava com ela também. Ela descobriu que cada obra é única. O pintor que caprichou na sala dela podia estar de mal humor na casa da amiga. Hoje, quando indica, faz com ressalva. Fala: "Ele fez um bom trabalho aqui, mas sugiro você pedir orçamento, ver o serviço anterior dele e combinar tudo por escrito." Passa o contato, mas não garante nada. Também conta os pontos fortes e fracos: "Ele é bom de pintura, mas demora um pouco pra terminar. Já sabe." Isso evita que a amiga crie expectativa errada. E nunca, jamais, fica no meio da negociação. Cada um faz seu acordo direto. Indicação honesta é passar a informação completa: o que deu certo, o que não deu, e deixar a pessoa decidir. O pintor que se garante vai fazer o trabalho bem feito de novo.