Luísa já pensou que pintar um cômodo só era tão simples que nem precisava de orçamento formal. Ledo engano. Um pintor veio, pintou o quarto dela em um dia, mas deixou tinta no chão, nos rodapés e no interruptor. Quando reclamou, ele disse: "É serviço rápido, normal." Aprendeu que mesmo serviço pequeno merece o mesmo cuidado. Hoje, quando contrata pintor pra um cômodo só, ela trata com a mesma seriedade: pede orçamento fechado, pergunta sobre preparo da parede, proteção dos móveis e prazo. A diferença é que pra um cômodo o serviço é mais rápido e geralmente mais barato. Mas a qualidade não pode ser diferente. Na última vez, contratou um pintor pra pintar o escritório. Ele veio, mediu, fez orçamento de R$ 600. Ela perguntou se incluía preparo da parede e proteção. Incluía. Ele veio, protegeu a escrivaninha com lona, lixou, massou e pintou em dois dias. Serviço pequeno bem feito é sinal de profissional. Se o cara capricha num cômodo, pode pintar a casa inteira.