Carlos olhou no relógio: 7h15, e Pedro ainda estava de pijama. A van escolar já devia estar passando em vinte minutos, mas o menino não tinha tomado café nem escovado os dentes. A rotina matinal era um caos desde que a escola começara.
— Pedro, a van vai chegar! Anda! — gritou Carlos, tentando calçar o sapato do filho enquanto ele se debatia.
— Não quero ir de van! Quero que você me leva! — chorou Pedro.
Carlos entrou em pânico. Se levasse Pedro, chegaria atrasado no trabalho. Se insistisse na van, o filho teria uma crise. Respirou fundo e se abaixou na altura do menino.
— Escuta, filho, eu sei que a van é nova e dá um pouco de medo. Mas o motorista Seu Antônio é super cuidadoso, e seus amigos da escola vão junto. Que tal eu ir com você hoje na van?
Pedro fungou, mas concordou. Carlos pediu licença no trabalho para chegar mais tarde e acompanhou Pedro na van. Seu Antônio, o motorista, colocou música infantil e conversou com as crianças. Pedro logo se distraiu com o amigo ao lado.
Na volta, Pedro já entrou na van sozinho e acenou feliz para o pai. Carlos organizou uma rotina matinal com tudo preparado na noite anterior e o alarme 15 minutos mais cedo. A partir dali, as manhãs se tornaram muito mais tranquilas.