Falar com o diretor sobre acessibilidade na escola?

Luísa

O sobrinho cadeirante dela ia estudar na mesma escola do filho dela e ela foi verificar a acessibilidade. Chegou na direção e já soltou: "Diretor, a escola não tem acessibilidade nenhuma! Como pode uma instituição de ensino ser tão exclusora?" O diretor respondeu que estavam dentro da lei e que tinham rampa. A rampa era íngreme e sem corrimão. Ela saiu revoltada. Um primo arquiteto a ajudou a fazer um laudo simples das adaptações necessárias. Ela voltou e disse: "Diretor, trouxe um levantamento das barreiras arquitetônicas que identifiquei. Gostaria de saber se a escola tem plano de adequação e se posso colaborar com a associação de pais para viabilizar as reformas." O diretor se sensibilizou e formaram uma comissão. Em seis meses, a escola ficou acessível. Ela aprendeu que denúncia sem proposta é fumaça; denúncia com solução constrói rampas.