Falar na reunião de pais?

Luísa

Na primeira reunião de pais, Luísa ficou quieta o tempo todo, com vergonha de falar. No final, todo mundo foi embora e ela não tirou as dúvidas sobre o Pedro. Saiu frustrada. Na reunião seguinte, prometeu que ia falar. Quando abriram pra perguntas, despejou tudo de uma vez: nota, comportamento, merenda, horário, professor. A coordenadora mal conseguiu responder e os outros pais ficaram impacientes. Percebeu que exagerou. Na terceira reunião, se preparou. Anotou dois ou três pontos principais num papel. Quando chegou a hora, levantou a mão, se apresentou e falou de forma objetiva: "Sobre o acompanhamento de matemática, gostaria de saber se há plantão de dúvidas." A coordenadora respondeu direto e a reunião fluiu. Aprendeu que reunião de pais não é desabafo pessoal — é espaço de troca objetiva. Falar pouco e bem é mais eficaz que falar muito e confuso.