A escola de Pedro organizou uma festa de encerramento do ano letivo. Cada turma apresentaria uma dança, e os pais estavam convidados. Carlos estava ansioso: Pedro tinha ensaiado uma coreografia de xote há semanas.
— Pai, você vai me ver dançar? — perguntou Pedro.
— Vou, filho. Vou gravar tudo.
No dia da festa, o ginásio estava decorado com balões e bandeirinhas. As crianças estavam fantasiadas, Pedro de chapéu de couro e camisa xadrez. Carlos achou uma graça.
Quando a música começou, Pedro entrou no palco com a turma. No início, ele dançou tímido, olhando para os lados. Mas quando viu Carlos na plateia acenando, se soltou. Fez os passos com uma desenvoltura que surpreendeu o pai.
— Muito bem, filho! — gritou Carlos, filmando com o celular.
No fim, Pedro desceu do palco correndo e pulou no colo do pai. — Eu dancei, pai!
— Dançou. Foi o melhor dançarino da festa!
Na volta para casa, Pedro dormiu no carro, exausto. Carlos olhava pelo retrovisor e sentia o coração cheio. Festa de encerramento não era só uma apresentação. Era a celebração de um ano inteiro de crescimento, aprendizados e superação.