Era o dia da gincana esportiva na escola, e Pedro estava ansioso. Não era dos melhores no futebol, e tinha medo de ser o último escolhido na hora de formar os times. Clarinha percebeu o nervosismo no café da manhã.
— Filho, hoje é dia de se divertir, não de competir — disse Clarinha.
— Mas se eu for o pior, vão rir de mim — respondeu Pedro.
— Você não é o pior. E mesmo que erre, o importante é participar.
Na escola, as equipes foram formadas. Pedro não foi o primeiro escolhido, mas também não foi o último. Durante a corrida de saco, ele caiu duas vezes, mas levantou e terminou. Na dança da laranja, conseguiu segurar a fruta até o fim.
— Pedro, você não desistiu! — disse a professora Luísa, animada. — Isso é que importa.
No fim da gincana, a equipe de Pedro ganhou um prêmio de participação. Ele voltou para casa suado, feliz e com um medalha de papel no pescoço.
— Mãe, olha! Eu ganhei! — mostrou Pedro.
— Que lindo, filho! E você se divertiu?
— Muito! Caí na corrida de saco, mas levantei.
Clarinha abraçou o filho. Não importava quem tinha ganhado. Pedro tinha descoberto que o esporte era sobre superação, não sobre vencer.