Como estimular meu filho a aprender a ler?

Pedro

Pedro estava na fase de juntar sílabas. Na sala, lia "ba-be-bi-bo-bu" com a professora Luísa, mas em casa se recusava a pegar em qualquer livro. Clarinha tentava de tudo: gibis, histórias em quadrinhos, livros com textura. Nada funcionava.

— Não quero ler, é muito chato — reclamava Pedro.

— Mas você gosta tanto das histórias que eu conto — insistia Clarinha.

— Gosto quando você conta, não quando eu leio.

Clarinha mudou de estratégia. Parou de forçar a leitura e começou a deixar livros espalhados pela casa, em lugares estratégicos: perto da cama, no sofá, na mesa de café. Sem pedir, sem cobrar.

Um dia, Pedro pegou um livro de dinossauros que estava no chão do quarto. Só pelas figuras. Mas viu um texto curto embaixo de cada desenho: "O tiranossauro era grande." Ele soletrou: "Ti-ra-no-sau-ro... era gran-de!"

— Mãe! Eu li! — gritou Pedro, correndo para a cozinha.

Clarinha largou a panela e correu abraçá-lo. — Leu mesmo, filho! Que orgulho!

A partir daquele dia, Pedro começou a ler sozinho, uma palavra aqui, outra ali. Clarinha entendeu que aprender a ler não era sobre forçar, mas sobre criar um ambiente onde a leitura acontecesse naturalmente.