A escola de Pedro lançou uma campanha de arrecadação para reformar a biblioteca. Cada família deveria contribuir com doações ou comprar rifas. Carlos recebeu o comunicado e pensou: "Mais uma taxa disfarçada de voluntariado."
— Amor, a gente já paga a mensalidade. Agora pedem doação? — reclamou com Clarinha.
— É para a biblioteca, Carlos. O Pedro ama os livros de lá — respondeu ela.
Carlos decidiu contribuir de outra forma. Em vez de dinheiro, ofereceu seu tempo. Era marceneiro nas horas vagas e se ofereceu para reformar as estantes da biblioteca. A diretora Dona Marta aceitou de imediato.
— Seu Carlos, isso vale mais que dinheiro! — exclamou Dona Marta.
Carlos passou dois sábados na escola, lixando e pintando estantes. Pedro ficava por perto, entregando ferramentas e "ajudando". No fim, a biblioteca ficou linda, e Pedro apontava orgulhoso para os colegas: — Meu pai que fez!
— Pai, você é um artista — disse Pedro, no caminho de casa.
Carlos entendeu que contribuir não era só dar dinheiro. Era colocar a mão na massa, participar ativamente. A biblioteca renovada virou ponto de encontro das crianças, e toda vez que Carlos passava pela escola, sentia orgulho do que ajudou a construir.