As férias de julho estavam chegando, e Carlos não sabia o que fazer com Pedro. Eles não tinham viagem programada, e os avós estavam ocupados. Clarinha sugeriu a escola de férias, mas Carlos resistiu.
— Coitado do menino, estudar nas férias? — protestou Carlos.
— Não é estudo, amor. É recreação. Eles fazem oficinas, brincadeiras, passeios — explicou Clarinha.
Carlos foi conhecer a programação da escola de férias. Tinha oficina de culinária, caça ao tesouro, dia da fantasia, piscina de bolinhas. Parecia mais um clube do que escola. Ele se convenceu.
— Pedro, você quer participar da escola de férias? — perguntou Carlos.
— Tem piscina de bolinha? — perguntou Pedro.
— Tem.
— Então quero!
Na primeira semana, Pedro fez novos amigos, aprendeu a fazer biscoitos e trouxe para casa uma pintura que virou enfeite da geladeira. Carlos buscava ele no fim da tarde e ouvia histórias animadas durante o jantar.
— Pai, hoje a gente fez um foguete de garrafa pet! — contou Pedro, eufórico.
Carlos percebeu que escola de férias não era sobre estudar, mas sobre ocupar o tempo de forma criativa enquanto os pais trabalhavam. Pedro voltou para aula em agosto renovado, com histórias novas para contar.