Escola pública ou particular? Como decidir?

Carlos

Carlos estava sentado à mesa da cozinha com o orçamento do mês aberto no celular. A mensalidade da escola particular de Pedro tinha aumentado de novo, e o aperto no fim do mês estava cada vez maior. Ele olhou para Clarinha, que lavava a louça em silêncio.

— Amor, e se a gente tentasse a escola pública do bairro? — perguntou Carlos, cauteloso.

Clarinha virou devagar, secando as mãos no avental. Sempre teve receio do ensino público por causa das histórias que ouvia. Mas o orçamento estava realmente apertado, e a escola pública municipal ficava a duas quadras de casa.

No dia seguinte, Carlos foi conhecer a escola. A diretora, Dona Marta, o recebeu com entusiasmo e mostrou cada sala, o refeitório com horta, a biblioteca recém-reformada. As turmas eram menores do que ele imaginava, e duas professoras tinham pós-graduação em educação infantil.

— A qualidade do ensino depende do envolvimento da família, Seu Carlos — disse Dona Marta. — Aqui temos limitações, mas temos amor e dedicação.

Ele voltou para casa com uma pasta de documentos e uma nova perspectiva. Conversou com Clarinha longamente, e no fim, decidiram juntos: fariam o teste na escola pública. Se não desse certo, sempre poderiam voltar. Pedro, alheio à discussão, só queria saber se na nova escola tinha parquinho.