Como ajudar meu filho com a ansiedade de desempenho escolar?

Pedro

Pedro acordou no dia da prova de matemática com dor de barriga. Disse que não queria ir para a escola. Clarinha colocou a mão na testa dele: sem febre. Ofereceu chá, fez massagem na barriga, mas Pedro continuava tenso.

— O que você está sentindo, filho? — perguntou Clarinha, sentando na cama.

— E se eu errar tudo? E se todo mundo tirar nota boa e eu não? — perguntou Pedro, com os olhos cheios de lágrimas.

Clarinha entendeu que não era preguiça. Era ansiedade. Pedro tinha medo de não ser bom o suficiente, de decepcionar. Ela segurou as mãos do filho e falou com calma.

— Escuta, filho, a prova não mede o quanto você é inteligente. É só uma foto do seu aprendizado hoje. Amanhã você pode aprender mais. E eu vou amar você do mesmo jeito, erre ou acerte.

Pedro respirou fundo. Decidiu ir para escola. Na hora da prova, lembrou da frase da mãe e conseguiu se concentrar. Não tirou a nota máxima, mas acertou mais da metade. Voltou para casa aliviado.

— Mãe, não foi tão ruim — disse Pedro, mostrando a prova.

— Viu, filho? Você é capaz.

Clarinha aprendeu que a maior prova que Pedro precisava passar era a do amor incondicional. E essa, ele já tinha passado.