Clarinha recebeu o cardápio da merenda escolar do mês. Leu com atenção: arroz, feijão, carne moída, legumes. Parecia equilibrado. Mas Pedro reclamava que não gostava da comida da escola.
— O feijão tem gosto de água — dizia Pedro, fazendo careta.
— O cardápio é bom, filho. Você precisa comer — insistia Clarinha.
Ela decidiu ir até a escola e conversar com Dona Marta, a diretora, sobre o preparo da merenda. Dona Marta a recebeu na cozinha e mostrou como a comida era preparada. As merendeiras eram dedicadas, mas os temperos eram reduzidos por causa das restrições alimentares.
— As crianças sentem falta de sabor, mas não podemos usar muito sal e temperos prontos — explicou Dona Marta.
Clarinha sugeriu levar um potinho com temperos naturais permitidos: cheiro-verde, cebolinha, alho assado. A diretora gostou da ideia e incorporou ao preparo. Pedro começou a comer melhor.
— Hoje a merenda estava gostosa, mãe — disse Pedro, semanas depois.
Clarinha sorriu. Entendeu que a merenda era um trabalho coletivo, e que os pais podiam contribuir com sugestões práticas. Em vez de reclamar, ela se tornou parte da solução.